domingo, 18 de março de 2012
Pensamentos sem restrições
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Vendo e aprendendo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Um presente especial...

É a vida que ensina
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Amar e lutar até sempre.
Mas sabia que nada, nem Deus nem ninguém, iria responder...
- Nada em mim é certo, e nem sei se vai ser.
Haviam forças que lhe cresciam quando lhe maltratavam, como flores ou árvores que ao serem cortadas, cresciam mais fortes. Mas agora de onde tiraria esta força? De onde? Talvez do mar? Do ar? Do oxigênio frio que lhe adentrava o corpo até os ossos?
De onde? Me diz, afinal!
Calor. Tudo que queria. Seus braços e abraços lhe arrodeando o corpo. Porém sabia que o mundo lá fora não era como ele assim tão bom, tão terno...
E naqueles passos empurrados resolveu continuar em frente, mesmo sem saber exatamente aonde tudo chegaria ou chegará. Só sabe que quer amar, amar, até não poder mais... e ela não acredita ser isto possível, o não poder mais; pelo menos, não com ele.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A estupidez do inevitável
Mas nada comparado a suavidade de teus beijos.
Tudo culpa do vinho.
Wine, wine, wine!
Havia ódio e desgosto quando falasse de teus antigos amores.
Mas não havia razão para tudo que aconteceu a nós dois.
Nem jamais haverá.
Palavras, estúpidas, palavras.
Queria me fechar em mim mesma.
Mas sem conseguir.
E aquele sentimento que pulsa dentro de nós.
Sei nem lá o que é.
Sorrimos todos para o amanhã.
E choramos todos sobre o ontem.
Estupidez.
Estupidez do inevitável.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O que ainda arde dentro de mim, metade.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O silêncio necessário que não existe em mim.
te cala sem te ouvir que é melhor
Por que não?
E por que não te calas?
E páras de pensar, mesmo que por um instante,
seja por um instante...
e te calas...
em mente.
Apenas para achares que és gente.
Apenas para não perceberes o quanto és diferente.
E será tarde demais?
Apenas não consigo.
Mais.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Fumaça e notícias indigestas.
E ela foi falando, falando... e lá para o meio da conversa... de sua boca saía apenas a fumaça... a fumaça do cinzeiro perto dali. Tendo cuidado, seus olhos vagaram... e não se ouvia mais nada...
pois tudo que conseguia pensar é que, dependendo da pessoa que fala, palavras se tornam apenas fumaça... que sobe, sobe, e se perde em algum lugar no universo das mentiras e divagações...
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Havia um anjo dentro. Sim! Dentro. Mas ele foi se tornando feio. Por que? Ninguém sabe.
Um papel amassado na rua, um olhar desviado, um jeito de falar trocado... e estava feito! Jamais voltaria ser como antes. E por que? Ainda assim o anjo dentro dele se perguntava como relações humanas podiam ainda serem tão delicadas.
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O cara chegou, sentou ali do seu lado. Macacão cinza. Pão francês. Um saco contendo queijo, o outro contendo mortadela. Abriu o jornal, pôs o queijo e mortadela no pão e deu uma vigorosa mordida. E ela o invejou. Apenas por ele poder fazer isso sem se importar se iria engordar ou não, em dar satisfação ao padrão imposto em pensamentos. Notícia: Padrasto abusa de enteada.
E aí que ela não entendeu como se pode se comer pão com queijo e mortadela junto a notícias tão indigestas....
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Espera o elevador.
- Mas é, amiga, você tem que ser forte. É isso que importa, agora você vai ter que ser forte.- Mantra repetido. Um olhar e vejo a maquiagem borrada nos olhos da recepcionista. Me comove. Ela desliga o celular e começa a falar, quase como se fosse óbvio que me devesse uma explicação. Quase como se fosse óbvio que pessoas que nunca se viram deveriam se falar, principalmente em uma situação tão delicada:
- O pai da minha amiga morreu. E ela mora em Fortaleza. E me sinto tão mal por não poder ir lá apoiá-la...
- Nossa... foi algo de repente mesmo?
- Sim, sim. De infarto. E ele era a fortaleza da família.- Vai ver que eu me sinta até próxima dela. Vai ver que compartilhamos essa mesma tristeza universal do que uma morte pode trazer a uma família. Só sei que me comoveu.
- Mas pelo menos você tá fazendo o que pode... dando apoio a ela, não é?
Ela se recompõe mais, enxuga mais as lágrimas. Tenta dar um sorriso.
- Sim,sim.
Elevador chega.
- Espero que tudo dê certo, de uma forma ou de outra...- é o que consigo dizer, ao que ela realmente sorri e fala:
- Sim, temos sempre que ter fé, sermos otimistas.
E as portas se fecham... e o elevador sobe, comigo e minha nuvem de pensamentos e reflexões...
domingo, 28 de agosto de 2011
Love will never tear us apart
Às vezes, cansada de lutar consigo mesma diversas e repetidas vezes, menina se senta, exausta, na frente do computador e deita sua cabeça, olhando para seu próprio braço e parede branca a sua frente.
Impaciência, amor, estranho, raiva, luta, arder, dor, saber, pensar, demais, sonhar, conquistar, decepcionante, felicidade, amiga, alheia, sorte, viver, respirar, teatro, pensar, arte...amar?
E essa música estranha e melancólica que ressoa em sua mente... Joy Divison traz mesmo uma agonia aparente... latente. Como um robô. Poderia apenas parar e olhar para o nada. Poderia também gritar para o nada. Mas e se este lhe respondesse? Não seria então dez vezes mais assustador?
Mas então! Foi aí que entendeu!
Que a saudade não estava no amar... e sim no cantar, deixar fluir...
sua música, arte através de si!
É disso e de tudo que isto envolve do que mais precisa!
Love, love will tear us apart... again
Love, love will tear us apart...
not again.
sábado, 27 de agosto de 2011
Entre o lá da ilusão e o cá.
Tudo fosse música.
Pessoas se tornando melodias.
E eu à toa, à toa... apenas absorvendo o que a vida tem a cantar.
- Você entende que existe esse meio caminho entre a mágica do ser e a mágica do perder?
- Entendo...
- Então porque você está cada vez mais perto de lá... me puxando para longe de você?
- Puxando para longe? Como assim?
- Sim, como uma armadilha... me desencantando cada vez mais...
- O que faz eu te desencantar?
- Isso eu não posso te dizer, você tem que saber...mas acredito já ter te dito antes... você é que não quis escutar.
- Escutar, escutar! Porque ainda insistes nisso? Palavras só servem para serem faladas nas horas boas, nas mentiras aveludadas, não na verdade...não na verdade.
- Será?
A linha é cortada nesta hora. Ambos caem, um para cada lado.
Ela grita. Ele ouve.
Ela - Teu beijo agora nada mais será do que um beijo! Terá gosto de saliva apenas! Nada, nada mais será.
Ele - Vai ver era o que eu queria desde o começo. Não entendes? Não existe mágica... a não ser em tua própria mente!
Dois pólos que se afastam. Cada vez mais são apenas rostos na escuridão...penumbra.
Até que nenhuma palavra se ouve. Um silêncio abafado, apenas pelos ecos do que costumavam ouvir. E aquela tenra e ainda nítida sensação de que esses ecos jamais serão realmente abafados... enquanto beijos existirem e palavras se perderem no meio do caminho entre a mágica e o desencantamento total do amor.
Entre eu e a Febre.
Eu e a Febre entramos num papo claro e reto.
EU- A questão é que... eu tenho direito de querer sair toda hora, todos os dias, rever todos os meus amigos... enfim, aproveitar bem meus últimos dias em Recife.
FEBRE - Sim, mas também há o outro lado da questão, que é... você não pode ser mil Adrianas ao mesmo tempo, apesar de aparentemente, de tão inquieta, ter energia suficiente para isso.
EU - Mas, mas... eu ainda insisto em ser! Quer dizer... não quero ficar parada, em casa, vendo os minutos passarem antes de eu partir...
A partir daí a Febre engrossa.
FEBRE - Olha, amiguinha, tentei falar mansinho... só para você não dizer que sou má, mas você é teimosa, pessoa difícil de se lidar, então... vai ser da minha maneira!
A pobre Adriana ainda tenta resistir, andar alguns passos, sair para caminhar, beber uma água, rever amigos... mas a Febre, quente, quente, lhe segura pelos braços e lhe queima todo o corpo, lhe trazendo uma terrível dor de cabeça e uma fraqueza terrível. Adriana desfalece na cama, onde dorme e dorme...
... e todos os dias parecem passar lentamente, como em câmera lenta, apenas na espera de que os remédios que está tomando lhe tirem desse torpor tedioso.
domingo, 21 de agosto de 2011
A menina e o rosto estranho na janela
Às vezes é como se esse algo surreal me espreitasse pela janela.
Esse algo... esse rosto estranho, azul, deformado... mas ao mesmo tempo tão cheio de cores agora aguadas. E tenho medo de encará-lo porque me parece irreal verdadeiramente, apesar de tantas vezes em minha imaginação fértil eu transformar tantos e tantos momentos relativamente comuns em histórias tão fantásticas!
E porque me encara? Hein, rosto?! O que te fiz? Ou o que te pedi para fazer? E porque se escondes aí? Poderias estar andando... levar um Sol... sentir um sopro de vida... vai ver que este está se esvaindo em mim... mas não porque desisto, e sim porque não desisto de acreditar e... ser inquieta.
Mas ainda existe esse algo. E o que é? O que é que não consigo entender no quebra- cabeça da vida? E porque é tão difícil olhar para trás?
Esse rosto me persegue e me olha, triste... pedindo entendimento, compreensão... pedindo em palavras ininteligíveis e murmúrios rasgados coisas que estão além do meu alcance. Será? Mas o que está realmente fora do meu alcance? Coisas que valem tanto ou coisas que na verdade não servirão para mim?
Uma vez o passado riu-se do futuro, julgando-se superior. Uma vez o futuro quis brigar com o passado, querendo estabelecer sua superioridade moderna e única. E uma vez o presente riu-se dos dois, porque no final das contas todos se fundiam em um só. No momento em que escrevo já é tudo passado; imagine só quantas inspirações e expirações não fizemos agora mesmo e que já estão no passado?
A verdade é que mesmo sem ninguém se entender, todo mundo se entende, não é?
Cada coisa em seu lugar.
Cada pessoa em seu lugar.
Mas e quando algo te desestrutura?
O armário de bonecos cai.
E o que se faz? Me diz! O que se faz?
É meio difícil resistir a tentação de olhar para trás...
domingo, 14 de agosto de 2011
Com ou sem chocolate.
Teus olhos dançam sobre a luz que se apaga.
Mas não, não apaga.
Ela só fica mais forte... a luz.
Essa luz... dentro de mim.
Eu vi o Sol iluminando as plantas.
Vi os insetos fazendo serenata junto aos pássaros.
Vi a sombra se sobrepôr ao telhado da casa amarela, aqui do lado.
E o céu cinza... trazendo essa luz opaca que bate debilmente à minha janela.
E mesmo assim nem eram os teus olhos.
E mesmo assim nem precisavam ser teus olhos.
Só precisava ser... eu, aqui, observando o mundo continuar.
Por que na verdade... não se precisa de ninguém.
Se engole a areia, se alimenta da comida, se bebe a água e se continua em frente.
Por que cada dia é renovação, crescimento. Então vai ver que o que sempre precisamos,
independentemente de tudo, é um dia após o outro. E pode ser com chocolate ou sem chocolate.
Pode ser com música ou sem música. Mas basta extrair dele algo de novo, algo de bom, e você sente que as horas não passaram correndo à toa.
E gosto disso.
E vai ver que só esteja vendo isso agora por que só agora se abriram as janelas de minha mente.
Bem-vinda, nova fase... e bem vinda, nova futura terra esta que será Portugal.
Eu por mim mesma.
A arte por si junto a mim.
Ações e reações juntas... e simplesmente porque... sou realmente apaixonada por isto.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A menininha compartilhadora de sorrisos puros.
together
You and me are drifting into outer space and singing
Ooh ooh ooh
You and me are floating on a tidal wave
together
You and me are drifting into outer space
You and me are floating on a tidal wave
together
You and me are drifting into outer space and singing
Ooh ooh ooh(Coldplay- X and Y)
Eita doce melancolia essa que incendeia minha alma...
E esse ar úmido que me traz a chuva...
pela janela dessa sala apertada do teatrinho...
que amo.
E essa luz, essa luz que vem...
e esse som do Sport ecoando em peso através da boca de milhares de pessoas em
um estádio nada longe daqui.
Poderíamos todos sermos felizes apenas ouvindo.
Apenas vendo.
Apenas entendendo que a vida é,acima de tudo, saber olhar.
Olhar para as coisas certas.
Olhar para as pessoas certas.
E encontrar aqueles momentos, únicos, onde se pode rir e dizer que se sabe o que é viver e respirar. Se sabe porque se sabe amar. Se sabe porque se sabe respeitar.
E se eu te sorrisse de volta?
Você saberia sorrir para mim?
Estava eu esperando para fazer um exame.
Estava uma menininha esperando com seus pais para fazer algum exame.
A menininha pulou, sorrindo, rodopiou. De repente, parou.
E sorriu para a outra menininha perto dela. Viraram amigas.
Pulando iguais, dançando iguais. Sorri. Seus pais sorriam.
Uma funcionária do lugar sorriu.
Sua amiguinha teve de ir, ficou meio triste. Apenas por alguns minutos.
Seus olhos encontraram os meus. Sorrimos juntas.
Me vi nela.
E vai ver que um dia ela se verá em mim.
Temos todas as razões para achar um dia triste.
Se engordamos? O mundo acabou.
Se o trânsito está terrível, o stress começou.
Mas deve haver algo mais que isso, não deve?
Quando paramos de saber brincar?
Brincar por brincar, para fazer o outro rir,
e não contar vantagem.
Brincar apenas compartilhando sorrisos puros.
Vai ver aquela menininha é mesmo mais sabida que eu...
e do que todos nós.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Realidade remontada através de caixas.
Se arranja, monta tudo, arranja tudo.
Levanta as caixas, leva embora.
Não interessa, só não deixa passar da hora!
E tão cedo aprendi, como tantas outras mil pessoas.
Que a vida passa, mas a dor perdura.
-Você precisa de ajuda?
- Para quê?
- Para remontar as caixas...
em outro lugar.
- Sim, mais do que preciso, mesmo que no caminho você ainda tenha a audácia de derrubá-las.
E se vão.
E no caminho, tudo está bem no início.
No meio, sem querer uma cai... e fica.
Depois, mais para frente, duas caem.
Ninguém mais sabe quem derrubou.
E importa?
Ao final, sobraram poquíssimas...
Tão poucas que parece ser inútil remontá-las nesse outro lugar,
mas ela insiste.
- Tá, valeu, brigada. Pode deixar que daqui eu me viro.
- Hum...tá. De nada.
E durante montagens e remontagens, são inúmeras as pessoas que aparecem oferecendo doce amizade...
Engraçado por que com o tempo todas elas vão virando apenas manchas, que corróem as caixas... e quase queimam sua pele... quase a torna vazia...
empty?
Talvez antes fosse.
Suar frio
de olhar vidrado
te vi mesmo
de cabeça pra baixo
quebra cabeça
tão bem remontado...
quebra-cabeça...
apenas sonho desvairado.
Uma realidade remontada
através de caixas.
Uma realidade remontada...
mas que jamais poderá ser descolada.
Acorda... acorda, menina.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A sentença final.
Foi em um tribunal que nos reencontramos.
Eu... e eu.
Sentada no banco do réu, juízes me espiavam.
Era Deus ali? Parecia ser, parecia ser!
Mas do lado dele... pessoas.
E uma pessoa com o rosto coberto de sombras...
quem era você, rosto estranho?
Haviam ao redor tantas lembranças...
uma delas desceu e me deu uma borracha.
E com quanto zelo tentei apagá-las!
Tanto, tantas... tentei.
Mas as amarras pareceram se tornar mais fortes.
E nem me importava mais...
vai ver que esse julgamento jamais acabaria,
equanto aquele rosto existisse ali, dentre eles...
o meu próprio.
SENTENÇA FINAL: Aprender a fazer qualquer besteira sem jamais se arrepender.
CONDENAÇÃO: Você tem o resto de sua vida para viver sua própria prisão.
Ou para, quem sabe, se livrar dela.
So...deal with that, girl!
domingo, 31 de julho de 2011
Fold it in toths.

sexta-feira, 29 de julho de 2011
Quais?
Sorria diante desta catástrofe, querido.
Vai que em nuvens escuras e catárticas se esconde um sorriso macabro de tristeza. Dentro de todos nós pode existir uma caveira assustadora, debaixo da pele... coberta pelos músculos faciais que se alongam a medida que tentamos ser felizes.
E somos, não somos?
Todos os dias tentamos sê-lo.
E quando à noite... aquele vazio imenso tenta penetrar em nossas veias... adentrando sorrateiro pela porta, quem somos nós, sozinhos no mundo? Somos nós mesmos ou um resquício do que deveríamos ser?
Vai ver que o desespero da solidão é apenas uma ilusão... pois, ao final, todos nós somos felizes!
Eu não queria olhar em teus olhos e te dizer isso.
Eu não queria... mas olhei. Mas disse.
E isso não muda mais nada.
O passado não se muda.
As marcas não se mudam.
Só se muda o futuro... o futuro, menino!
E esperar que teus olhos me curem...
E esperar que teu carinho me cure?
Há!
Apenas se quissesse morrer.
Obs: Texto feito após assistir a perfomance "Radiações Invisíveis", e nela inspirado para trazer algo de meu.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Um nervoso que bate.
Às vezes fico nervosa por nada.
Ou nem é exatamente por nada e sim... pelo que pode ser.
Há algo mais assustador do que isso? O pode ser?
Antes fosse antes mesmo de eu saber!
A chuva veio... desceu sem medo.
Ontem quando fui no cartório vi um menininho... pequeno, mas não tão pequeno assim.
Teatralmente, brincava, fingindo que uma mão sua era um avião, enquanto a outra representava as sombras... Fiquei hipnotizada pela brincadeira. Ele fazia barulhos, imitando cada ruído avionístico e narrava ao mesmo tempo... contava uma história para si mesmo, enquanto que ao seu redor, pessoas cansadas só esperavam sua vez chegar.
Voa, avião, voaaaaa...
Voa, avião, assim como a minha imaginação...
Perfume. Como é o perfume de cada pessoa? E como é o seu?
Será que o seu bateria com o meu?
Um dia me deixei encharcar pela água... e peguei algum resfriado.
Um dia todos decidiram ser românticos e sorriram para a lua.
Um dia conversamos o dia todo... e eu mal podia esperar para te temer de novo.
Temer... e tremer.
Medo do que poderá ser.
Todos temos medo.
Mas por quê o meu medo parece ser sempre maior que o dos outros?
Uma terça-feira agitada e melancólica borbulha...
enquanto lá no céu, tudo fica escuro- acinzentado.
Ainda vou te entender, céu, no meu destino coalhado de medo e ansiedade... desejo desse algo mais que nem sei se existe.
Mas e você? Realmente existe como é em minha mente?