quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cortando o laço.


No final das contas, friamente, você mede os prós e os contras...

Não é tão difícil muitas vezes, mas outras muitas vezes é. O que importa é você tentar não se enganar e passar disfarçadamente pontos para o time adversário, antes o mesmo time seu.


Podem ter havido belíssimas coisas sim, não vou negar. Para isso servem relacionamentos, não é? Para nos mostrar um lado que só aquela pessoa poderia nos mostrar, uma beleza incrível de momentos felizes e especiais... Mas acabam sendo apenas aqueles. E os outros? E aqueles onde sua dor se tornou mínima e indiferente? Aonde moram estes? Aonde ficam estes? Na felicidade é que não é!



Temos de cortar o laço e hoje, mais do que nunca, tenho certeza disso: ele já está se diluindo...

e mal posso esperar para que suma.



Quando alguém não merece realmente o seu amor, não adianta pedir e implorar para que milagres aconteçam... você vai fazer eles acontecerem, seguindo em frente e sendo feliz, como sempre mereceu...


Me aguarde ,vida, que aí vou eu!





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Como saber viver!


Teus olhos são nada!Nada! Pára de olhar pra mim! Pára, pára... pois teus olhos são nada...

nada... nada...


Hoje. Ônibus. Janela. Menino senta ao meu lado. Me olha, cara de legal. Uma cara que eu tenho muitos e muitos dias, mas não hoje. Não estou lá pra muita conversa... Porém paro... paro e olho... observo a paisagem... Por que afinal vivo, e sei viver, não sei? Olhando cada Sol, cada vento que bate em meu rosto, a luz que resplandece no rio embaixo do viaduto, os barquinhos parados em um dia melancólico. Duas meninas estão sentadas à minha frente. Cantam acompanhando a música evangélica que sai em ruídos do rádio do ônibus. Cantam sem medo, sem nem se importarem se estão afinadas ou não... Não parecem ter muitas posses... mas estão ali, felizes, cantando, e nem se incomodam quando todos à sua volta, desde a mulher aparentemente indiferente de óculos até o homem cabreiro e cansado, param para olhá-las, sem disfarçar. Um sorriso se desenha em meu rosto diante de tamanha cena... Talvez elas saibam viver mais do que eu, afinal... Quem diria... Eu diria... e digo, agora... que elas sabem mesmo ser felizes.





- Esse ônibus passa pelo shopping?

-Não, a parada do shopping já passou...- menino aparentemente legal responde.

- Droga!


Falam para o motorista parar, prestativos, todos olham para mim. Outra cena um tanto teatral e rotineira...

E lá se vai eu, andando pela rua, sentindo a chuva na minha cabeça molhar a mim e meus pensamentos...



Pé dolorido, missão cumprida.

Hidratante passa...


E outro tipo de dor, quem cura?

O tempo, minha filha, o tempo... Dizem.


Dizem de tudo, mas não sabem de nada!

Eu também digo e penso de tudo, mas ao final...

me pergunto: será que eu sei mesmo ?





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Uma boa e agradabilíssima companhia...

Hoje passei a tarde muito bem acompanhada... duplamente, pra dizer a verdade...


Primeiramente, pela gripe, que ainda insiste em não me deixar e em tirar boa parte de minhas energias...


e , em segundo, o maravilhoso, divertido e com ar de frescor filme Julie and Julia!


Fiquei impressionada com a qualidade das atuações, o modo como foram retratadas as duas histórias e a atmosfera feliz que permeia todo o filme, com uma luminosidade que ultrapassa a tela e vem para dentro de nós! Às vezes basta um filme para nos fazer pensar sobre como a vida realmente é bela, e como deve ser aproveitada com alegria!


O céu concordou comigo, pois voltou a ficar mais azul e o Sol a brilhar intensamente... mas sem trazer tanto calor, e sim uma brisa fresca me fazendo sentir como se estivesse em Paris, esperando o almoço, com Julie Child...

Até fui na geladeira pegar o espumante que tomamos no Ano Novo, mas descobri que só sobrara um gole... it was such a pity!


Julie Child é retratada aí como uma espécie de "Pollyana" dona de casa e competentíssima cozinheira, e nos traz um algo de sede de viver e de ser feliz, sem medo e sem se preocupar com os problemas que a vida nos mostra, vez ou outra...


Eu quero adotar mais esse tipo de filosofia, por mais difícil que seja, muitas e muitas vezes... mas eu quero, mais do que tudo, de verdade, ser realmente feliz!



Acredito que todos queremos então...

assistam este filme e...

boa sorte para todos nós! ;)


Um sorriso frio.

Hoje o dia me acorda me dando um sorriso frio...
cinza-nublado, morto, morno. Barulho do portão abrindo... fechando... abrindo... fechando...
assim como tudo se fecha na vida... Sonhos, esperança, alegria, possíveis planos de felicidade...
Todo mundo fala mesmo que a vida é um ciclo, como um círculo... você tem que dar várias voltas para voltar a acabar em um único mesmo ponto: a essência de você. Pena que muitos morrem antes de reencontrá-la...
Mas eu não quero. Na verdade, quero reencontrá-la desde agora... e sinto que estou, de certa forma...
Vontade de ler?
Não sei...
Vontade de descansar?
Sim...
Vontade de se neutralizar do mundo?
Talvez...

Mas pelo menos tenho opções, não é?
Sou sortuda por isso, tenho de admitir...
Nem todos as têm.



O céu volta a ficar azul! Estranho, estranho... por que senti esta energia nublada tão forte dentro de mim...
Sabe de uma coisa?
Vou assistir um filme agora... e esperar que com o tempo... tudo dentro e fora de mim volte a ser normal...

Tenham, pois, um bom dia :)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O caminho para a estupidez do inacreditável.

Eu poderia simplesmente fechar meus olhos, não poderia?
Mas mesmo assim... até a solidão do preto de não ver... me traria tua imagem... pura, única, pedindo socorro, me fazendo sentir culpada ...

- Eu tava ouvindo um funk fuderoso e...

Você.

- Tu lembra daquela vez que-...

Você.

- Foi muito engraçado!

Você, você, você, você, você, VOCÊ!

Droga! Droga de você!

Em minha mente, sempre...
logo quando pensei ter finalmente te esquecido,
logo quando pensei finalmente poder ser livre...
você,você,VOCÊ!

Me culpando por ser sua metade,
me culpando por ter a coragem,
me culpando por saber não ter solidariedade,
me culpando pela dor da saudade...

me culpando por te amar tanto, tanto,
que acaba fazendo tudo parecer possível...
pelo menos por alguns dias... e próximos conflitos... e brigas...e tudo o mais que não importa mais...



Um bebê mais lindo do mundo brinca nos braços da mãe;
ele não pára, inquieto. Roda a mesa, brinca com a suposta avó, o suposto primo,
as supostas irmãzinhas...
Corta! Corta sonho!


- Por quê tu tá tão morgada?


Nem sei mais... nem deveria estar... nem deveria...mas estou... e por quanto tempo mais... e por quanto mais... irei acreditar no inacreditável?

domingo, 2 de janeiro de 2011

A frieza.

Tudo é muito, muito estranho... muito louco...
quando você ama e sente tanta raiva ao mesmo tempo...
E o pior é que, por mais que doa, você tem que ser frio...frio como gelo mesmo...
Por que quando, por acaso, você deixa entrar aquela fonte quente de lembranças boas... põe tudo dentro de você a perder!


Mas quem consegue se frio pra sempre?
Quem?

sábado, 1 de janeiro de 2011

O castelo mais belo e feio de todos os tempos!







No começo, é tudo belo... bonito... especial...



como o castelo mais grandioso!



E o mais legal é que você pode percorrê-lo, descobrir em cada porta um sentimento diferente, seja amor, carinho, compreensão, raiva, ódio... só que estas últimas ficam mais escondidas por um bom tempo...



A cada dia que passa, você se sente mais rei daquele castelo, e não se contenta em descobrir apenas portas, mas sim quartos, porões, salas gigantescas, salas pequenas, cozinhas, e até banheiros... Você quer tudo, tudo para você! Você quer ganhar tudo, tomar tudo, só para dizer ter posse e se sentir amado... e amar... loucamente.



Essa sede, essa sede de descoberta, sede de pular defeitos, de querer sempre mais por mais que hajam pedras imensas em algumas portas, ou terríveis sujeiras em muitos quartos, cozinhas... Você tenta ignorar, mesmo quando você cai ali dentro, você continua e ignora, mesmo percebendo que, ao final do dia, todas aquelas portas de egoísmo, indiferença e imaturidade te consumiram muito mais do que você imaginaria...



Por que você sabe que a pessoa que te ama "jamais te fará mal, jamais te colocaria pra baixo, jamais pensaria apenas nela, jamais tentaria te ter sempre ali, com a desculpa de que o amor é tão grande e especial e puro que nada mais importa: nem as brigas, nem as mudanças repentinas de humor, de agir, de ser, de falar..."



Pois dane-se! Dane-se tudo isso!






No final das contas estou aprendendo que o amor não deve ser mais desculpa pra nada... pelo menos nada que te faça mal... Amor... é uma palavra tão bonita não é? Ele não deve servir para justificar as rachaduras dentro do castelo, que aparecem à medida que amanhecem os dias difíceis... Não, não... Ao contrário! Ele deve justificar os momentos em que mais se precisa de apoio, de uma base que te sustente, caso passe aquele terremoto... como só nós conhecemos que a vida tem!






O mar veio... molhou, molhou...



desgastou as paredes...



O vento veio... surrou, surrou...



desgastou as paredes...



A fé no amor veio... repôs, repôs...



e melhorou as paredes...



A confiança, ainda fraca, mas ainda forte também, veio... colou, colou...



e melhorou as paredes...






E quando finalmente a felicidade veio, encantando o castelo e fazendo-o brilhar...












o egoísmo veio e destruiu tudo, tudo, até restarem apenas ruínas, que se desfazem cada vez mais, com o tempo...









Ninguém mais que ser rei, a não ser de sim mesmo.